“Taking the road” (pegando a estrada) é uma expressão muito usada por motociclistas que viajam pelas estradas em grupos, com suas Harleys, em busca de novas experiências, caminhos e conexões.

Uma forma de entrar em contato com suas emoções; vivenciar o presente; sentir-se livre e, ao mesmo tempo, conectada com aquilo que faz sentido para você.

Encontrar com centenas deles e, delas em Washington DC, em comemoração ao “Memorial Day” (sim, muitas mulheres dirigem suas próprias motocicletas) me fez ganhar uma nova visão e perspectiva sobre mim mesma… (escrevi esse artigo em maio, quando estava morando nos EUA, na região de Washington DC)

A “bagagem” que levo de volta para o Brasil não pode ser medida pela quantidade, nem pelo tamanho ou peso das malas… Mas pode ser “medida” pelo impacto que as experiências que vivi tiveram na minha vida… E pelos desdobramentos que terão no meu retorno.

Os caminhos que encontramos quando “pegamos a estrada” nem sempre se apresentam como linhas retas em que é possível observar o horizonte com clareza….(porque a vida é repleta de curvas, declives e montanhas).

Sem dúvida alguma, as experiências que nos permitimos viver, nos possibilitam sair da negação para vivenciar uma nova realidade; sair da teoria para a prática; do medo para a ação; e, da estatística para os fatos – em resumo, essas experiências nos conduzem aos nossos corações e mentes. (como diz Gloria Steinem)

Quando decidimos assumir o comando, o Universo nos encontra no meio do caminho.  Os sinais ficam mais evidentes, as sintonias se tornam mais frequentes e, as sincronicidades, mais naturais – como deve ser.

E lá estava eu,”taking the road“, literalmente, (partindo da Union Station em Washington DC em direção a Nova York) para encontrar “no meio do caminho” com Danielle LaPorte! – a quem tenho profunda sintonia de valores e admiração.

Os dias anteriores tinham sido absolutamente desafiadores. Desafios que eu escolhi viver – a fim de, expandir meus horizontes ( o que não significa que seja fácil).  Sim, eu estava cansada, exausta, para ser bem específica. Mas um cansaço bom, prazeroso; daqueles que normalmente se sente quando damos um passo (a mais) em direção a nossa própria evolução e expansão.

Ainda estava assimilando a experiência de ter feito a minha primeira palestra em inglês, sobre Life Coaching. E, o impacto positivo que isso gerou em mim e, nas pessoas que me procuraram nas semanas seguintes.  Paralelo a isso, eu estava concluindo um curso de Coaching, do qual fui aluna. E, também, trabalhando no processo de construção do Programa Mapa Essencial.

Acordei no meio da viagem com duas mulheres conversando baixo. Uma delas tinha um tom de voz semelhante ao da atriz Meryl Streep, a quem eu tenho grande admiração. A outra, tinha um tom de voz muito agradável também._”Oh! She´s so amazing…” ela disse. Por mais que eu tentasse apenas focar no tom de voz delas (agradabilíssimo) e, no vocabulário sofisticado (inglês é uma das minhas grandes paixões desde criança e, também minha primeira formação/graduação) era praticamente inevitável: desenvolvimento pessoal, coaching, curas, alimentação orgânica, terapias e… Danielle LaPorte!

Percebi que estávamos indo para o mesmo evento, em Nova York. Para a palestra e lançamento do livro “White Hot Truth”, de Danielle LaPorte. Uma mulher que percorreu o caminho e, de fato, vivenciou e aprendeu com ele.  Com muita sabedoria usa esse conhecimento/valores para inspirar pessoas desenvolvendo um trabalho com muita consciência. (se você não tem certeza de quem eu estou falando, não se arrependerá de “dar um google” para conhecer o trabalho dela).

As experiências que buscamos na vida PRECISAM estar em sintonia com a gente. Precisam estar em harmonia com aquilo que queremos viver, se quisermos colher resultados significativos.

Meu caminho, felizmente ou infelizmente, nunca foi um “mar de rosas”, como dizia minha avó. Mas isso jamais me fez desistir de buscar meu lugar no mundo. Nos momentos mais difíceis que vivi, em que nada parece fazer sentido, lá estava eu, pronta para levantar e retomar o caminho. Mas, um caminho que fizesse sentido para mim… Um caminho que estivesse em sintonia com os meus valores, com aquilo que eu queria viver.

Aprendi (ao longo dos meus 47 anos) que mapas antigos não nos levam a novos lugares. É preciso reconhecer o fim de um ciclo, abrir espaço para outro. Observar os sinais; aceitar que os erros do passado são caminhos de aprendizado. Abrir o coração para a vida; criar limites (não barreiras); perdoar (em primeiro lugar, você, e depois, os outros. Estamos todos aprendendo a viver). Sentir e perceber a vida com todos os sentidos; aceitar que você é merecedora; que podemos mudar nossa forma de pensar e atuar no mundo. Precisamos nos conhecer (e, reconhecer), questionar, entender o que nos motiva a fazer determinadas escolhas.

Nada acontece por acaso!

Lá estava eu, no Rio Hudson… Sol, cabelos ao vento, gaivotas no céu e coração pleno de amor e gratidão; frente a frente com a Estátua da Liberdade, em Nova York.

por Cristina Cipolla

 

"White Hot Truth" - Cristina Cipolla e Danielle LaPorte, New York, 2017

“White Hot Truth” – Cristina Cipolla e Danielle LaPorte / New York, 2017

Cristina Cipolla

Minha missão é inspirar e empoderar mulheres a se expressarem e transformarem suas vidas, e seus negócios, de uma forma autêntica e integrada com seus valores essenciais para uma vida com muito mais significado.

Minha missão é inspirar e empoderar mulheres a se expressarem e transformarem suas vidas, e seus negócios, de uma forma autêntica e integrada com seus valores essenciais para uma vida com muito mais significado.