Cresci em uma época em que a mulher “precisava ser forte” e determinada se quisesse encontrar o seu próprio espaço. Em meio à uma sociedade controlada e pautada por valores masculinos, definitivamente essa não era uma tarefa simples.

Minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha 9 anos de idade. Uma realidade dura para duas crianças pequenas… (minha irmã e eu).  Numa época em que a mulher para exercer sua autonomia, independência e liberdade precisava “quebrar as regras” existentes. Foi nesse momento que minha mãe começou a trabalhar, a se envolver em estudos e desenvolver pesquisas, a criar suas próprias regras e diretrizes.

Tudo isso com muito custo e sob os julgamentos daqueles e daquelas que tinham pouca ou nenhuma coragem para assumir suas escolhas mais essenciais.

Um mundo linear, patriarcal, estruturado e controlado de cima para baixo com suas corporações, religiões, escolas. Perfeito para gerenciar escassez em que somente alguns ganham. Geralmente, quem está no topo da pirâmide.

Mas o mundo que eu aprendi a conhecer precocemente e que me levou a refletir ainda na infância – sim, eu também fui julgada por ter uma mãe independente, à frente do seu tempo –  fez com que eu adquirisse lentes de aumento para olhar e compreender melhor o papel da mulher e suas conexões anímicas.

O feminismo como um movimento social teve – e tem – papel importante nos avanços para a equidade de gênero. Mas aqui me refiro, sobretudo, à grande transformação do mundo em que a mudança de arquétipo, do masculino para o feminino, nos incita (mulheres e homens) a pensar e agir de forma diferente…

Um modelo de transição para um mundo mais horizontal, exponencial e abundante em que todos ganham.

A necessidade de segurança e de controle são modelos – de um arquétipo masculino – que não funcionam mais no mundo atual. Não há transformação, nem liberdade dentro de ambientes controlados. O controle e a resistência são justamente o que dificultam a transição do conceito linear para o exponencial.

“Você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Para mudar algo é preciso construir um modelo novo que tornará o modelo atual obsoleto.” – Buckminster Fuller

Estamos vivendo o início de muitas transformações no mundo e na forma como atuamos.  As mudanças pedem um olhar diverso.  Uma nova consciência.  Um novo pensamento.

Existe em cada uma de nós um potencial latente aguardando ser expressado…  Em um mundo – de orientação feminina – mais intuitivo, criativo e exponencial.

Mas, principalmente que tenha um propósito TRANSFORMADOR.

 

Cristina Cipolla

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Photo credits: Tommaso Nervegna

Cristina Cipolla

Minha missão é inspirar e empoderar mulheres a se expressarem e transformarem suas vidas, e seus negócios, de uma forma autêntica e integrada com seus valores essenciais para uma vida com muito mais significado.

Minha missão é inspirar e empoderar mulheres a se expressarem e transformarem suas vidas, e seus negócios, de uma forma autêntica e integrada com seus valores essenciais para uma vida com muito mais significado.